sexta-feira, 23 de agosto de 2013

5 vantagens de ser pobre (parte 2)

Continuaremos analisando hoje a doce vida de um pobre e suas vantagens. Dá uma conferida aí!



Gastronomia de pobre

Uma das maiores vantagens em ser pobre é o cardápio sempre variado,  com ótimas opções a cada dia. Tem coisa melhor que um “torremo” com angu? Rico nem deve saber o que é isso, só comem aquelas comidas frescas, lagosta, escargot, caviar... O pobre de vez em quando se dá ao luxo de comer um camarão na “muranga” com requeijão. O bom mesmo é arroz com suã, feijoada, galinhada, dobradinha (aquela que tem cheiro de esgoto quando tá fazendo) e as famosas “salchichas”. Todo pobre quando vai no açougue, pensa primeiro na salsicha, pois dá pra fazer de tudo com elas. É purê com salsicha, macarrão com salsicha, cachorro quente pra criançada e também a típica “pastinha de salchicha”, que é tipo um patê pra passar no Cream Cracker. Pobre adora cream cracker.





Pobre é competitivo

Já viu pobre em liquidação de loja? É uma farra só. É naquele momento que você percebe o espírito de competitividade de um pobre meu amigo. É roupa voando pra cá, eletrodoméstico voando pra lá, com direito a unhadas, dentadas e xingamentos a mãe, nesse momento tudo pode. Mas a competição na verdade começa antes da abertura da loja, pois o pobre dorme na porta da loja um dia antes da liquidação. Leva barraquinha, isopor cheio de sanduíche de “mortandela” e suco de caju, “por que suco de laranja amarga de um dia pro outro.” Na hora que a porta da loja abre é o verdadeiro caos instalado. Aquela pobraiada se engalfinhando e se empurrando pra entrar. É provável que em alguns anos, Liquidação de loja seja uma nova modalidade olímpica. Vou nem comentar quando tomba um caminhão com guloseimas na pista!



Neologismos do pobre

Uma coisa que acho super interessante é o dialeto único usado pelos pobres. Em anos e anos de adaptação, os pobres criaram sua própria forma de se comunicar. Uma característica desse dialeto é a mania de colocar letras onde não existe. É um tal de “adevogado” da família, o bebê que “naisceu” semana passada, o filho que “intochicô” com a comida. Também temos o método de substituição de letras, que é até mais comum. Tem a mãe que usa a “bassoura” pra “barrer” a casa, o pai que torce pro “Framengo”, o filho que não pega direito no “galfo”, porque não sabe usar o “celebro”. E uma coisa corriqueira na linguagem do pobre é não conhecer o plural das palavras. Mãe, me dá dois “real”? Não vai dar filho, o dinheiro tá contadinho pra comprar cinco “pão”. O dialeto é extenso e complexo, nem dá pra falar tudo num único post, mas ainda temos fusões de palavras, como “lidileite”, ou até mesmo a invenção de novíssimas palavras. Minha vó dizia que quando a gente comia muito, tava comendo de “invição”, eu nunca soube o que é “invição”.

Casamento de pobre

O casamento de pobre é um evento memorável, pois é o momento máximo de unir os parentes que surgem de tudo quanto é buraco, igual em velório.  Na igreja é aquele encontro das tias velhas que só ficam fofocando no fundão, aqueles priminhos chatos que querem aparecer em tudo quanto é foto e aquele resto de parente que você mal conhece que só tá ali por causa da festa. Mas o ápice mesmo é a festa, com aquele bolão de côco, recheado com uma pasta de doce de leite com pêssego em calda e aquela mesa abarrotada de cajuzinho, beijinho e brigadeiro. Nas opções de salgado, novamente nos deparamos com as coxinhas e risoles. Na festa de casamento, o pobre se dá ao luxo de abrir uma garrafa de champagne, isso mesmo, só uma, geralmente quem bebe dessa garrafa são só os noivos e quem sabe os padrinhos, o resto dos convidados fica na boa e velha cerveja mesmo, que dessa vez não é servida em copo de requeijão, mas sim em jeitosos copinhos de “prástico”!


Pobre é criativo 


A criatividade do pobre não tem limites. Pobre inventa solução pra tudo. Sumiu a tampa do refrigerante? Sem problemas, pega uma colher e enfia na boca da garrafa “pra não escapar o gás”. Ouvido tá sujo? Usa a chave da Brasília pra limpar, se não tiver carro, usa a tampa da Bic que certamente tá pendurada no bolso da sua camisa. Acabou suas “tapoué?” Bota o feijão no pote de sorvete mesmo, que é usado pra  quase tudo, bolachas, farinha, dar comida pro cachorro. Mas as invenções é que são mais interessantes, as famosas gambiarras. Mas essas invenções são tão geniais que não consigo nem explicar, é melhor vocês verem alguns exemplos mesmo.  










Por hoje é isso aí pessoal. Não viu a primeira parte? Clique AQUI.

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